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Ação da Polícia Federal fecha restaurante em Poços de Caldas

Ação da Polícia Federal fecha restaurante em Poços de Caldas

Ação da Polícia Federal fecha restaurante em Poços de Caldas
fevereiro 06
14:43 2018

O restaurante Poços Grill foi fechado na manhã desta terça-feira, 6, em ação da Polícia Federal contra uma seita religiosa, conhecida como “comunidade Evangélica Jesus, a verdade que marca”. No Sul de Minas a operação aconteceu também nas cidades de Pouso Alegre, Minduri e São Vicente de Minas.

A Polícia Federal vem investigando a organização desde 2011, com acusação de exploração do trabalho de fiéis, que viviam em situação análoga ao trabalho escravo, em fazenda e empresas urbanas no estado de Minas e na Bahia. Ao menos 13 pessoas foram presas (8 no Sul de Minas) e outras 9 estão foragidas, inclusive o homem apontado pela PF como líder da organização, conhecido como “Pastor Cícero”.

Segundo a PF, a ação deflagrada nesta terça-feira leva o nome sugestivo de Operação Canaã – A Colheita Final”, uma referência à terra prometida citada em textos bíblicos. Os policiais que atuam nesta operação têm apoio do Ministério do Trabalho, para o cumprimento de 42 mandados de busca e apreensão.

Em Poços de Caldas, a gerente do restaurante foi presa, apontada como responsável pela seita na cidade. No Sul de Minas, outras 7 pessoas também foram presas: duas em Pouso Alegre, duas em Minduri e três em São Vicente de Minas.

Além de manter trabalhadores em condições de escravos, os líderes da seita religiosa são investigados por tráfico de pessoas, estelionato, organização criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Ainda de acordo com a PF, as investigações começaram em 2011, quando a seita estava migrando de São Paulo para Minas Gerais. Em 2013, foi deflagrada a Operação Canaã, com inspeções em propriedades rurais e em algumas empresas urbanas. O nome da ação polícia é uma referência à terra prometida, citada na Bíblia. Em 2015, foi desencadeada a segunda fase, De volta para Canaã, quando foram presos temporariamente cinco dos líderes da seita. A operação de hoje é a terceira fase. Se condenados, os 22 líderes da seita poderão cumprir 42 anos de prisão.

Foto: G1 Sul de Minas (João Daniel Alves)

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