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Audiência Pública em Poços discute segurança das barragens

Audiência Pública em Poços discute segurança das barragens

Audiência Pública em Poços discute segurança das barragens
fevereiro 15
11:07 2019

Uma reunião do Comitê de Bacias Hidrográficas (CBH) dos Afluentes Mineiros dos Rios Mogi-Guaçu e Pardo, realizada na manhã desta quinta-feira, 14, na Câmara de Poços de Caldas, debateu a prevenção e a segurança das barragens instaladas na região. O encontro contou com a participação de representantes das empresas Alcoa, INB (Indústrias Nucleares do Brasil), da CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear) e da Supram (Superintendência Regional de Meio Ambiente).

Em mais de três horas de debates, foram abordadas questões importantes relativas ao volume de rejeitos das barragens, programas de monitoramento, estudos de contenção e análise de riscos, por exemplo. Também foram apontadas mudanças técnicas para a construção de diques e recuperação de áreas degradadas.

O vice-prefeito de Poços de Caldas, Flávio Faria, e o prefeito de Caldas, Alexsandro Conceição Queiroz, participaram da reunião, que contou com a contribuição de conselheiros da CBH, profissionais de engenharia, arquitetos, ambientalistas, empresários, membros de instituições de ensino, de fomento agropecuário e órgãos de segurança pública como o Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Polícia Civil etc.

Flávio Faria propôs que seja criado um grupo de acompanhamento sobre a situação das barragens, que conte com representantes do Executivo, Legislativo, representantes de órgãos da sociedade civil e técnicos da área, como forma de garantir transparência e oferecer maior segurança à população. “Seria um compartilhamento de dados, com a participação dos poderes constituídos, que permitirá construir uma visão estratégia sobre o tema”, ressaltou.

Walmer Rocha, gerente operacional, e Donizete Lima, engenheiro ambiental, ambos da Alcoa, afirmaram que o tipo de reservatório de rejeitos e as normas técnicas em uso na empresa reduzem a quase zero os riscos de um rompimento. De acordo com eles, o leito operacional utilizado é de 1,3 milhão m3, sendo que esse nível mantém a margem de segurança da barragem.

Fernando Rocha, gerente de tratamento de Minério da INB, informou que a barragem da empresa, criada em 1980, está inoperante e conta com 90% de sua capacidade ocupada. Segundo ele, o local passa por inspeções periódicas e, até o final de março deste ano, as ações preventivas estarão concluídas.

Os secretários municipais Celso Donato (Governo), Luís Fernando de Mattos Cortezano (Obras), Tiago Cavelagna e o adjunto Antônio Carlos Alvisi (Planejamento) e a diretora do Departamento de Meio Ambiente, Cibele Benjamin, compareceram ao evento. Também prestigiaram o encontro, os vereadores, Maria Cecília Opípari, Lucas Arruda, Paulo Tadeu e Álvaro Cagnani.

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