Aluguel residencial em BH vem sofrendo baixa com a crise

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Aluguel residencial em BH vem sofrendo baixa com a crise

Aluguel residencial em BH vem sofrendo baixa com a crise
julho 08
14:39 2020

A busca por casas e apartamentos tem diminuído nos últimos meses.

O mercado imobiliário foi bastante afetado pela crise. Primeiro, com a necessidade de manter o comércio fechado, pois quem pensava em ter uma loja física além do e-commerce adiou temporariamente este sonho.

No entanto, a crise causada pelo coronavírus não prejudicou apenas o aluguel de imóveis comerciais,foi notado também uma redução na no interesse e na busca por casas para alugar em BH.

O cenário é um reflexo da instabilidade. Se antes havia segurança de manter o emprego e ter como arcar com o aluguel, agora o inquilino teme não conseguir arcar com a dívida. Assim, a ideia de buscar um novo espaço para morar não é tão atraente.

A situação acaba atingindo também o locador, que perde interessados em alugar seu imóvel. Se não houver uma mudança de atitude e adoção de estratégias para atrair locatário, certamente terá que arcar com prejuízos que, antes da crise, não estavam previstos.

Inquilinos já negociam redução do aluguel

Quem vive de aluguel em BH não está procurando outro imóvel para viver, mesmo que fosse interessante a ideia de ter mais espaço ou mudar de bairro. O momento pede cautela, mesmo para quem tem economias guardadas. O que mais foi observado, desde que a crise do coronavírus se agravou, é uma busca por renegociar o pagamento do aluguel.

Tanto imobiliárias quanto proprietários de imóveis estão sendo acionados e recebendo propostas na redução, parcelamento ou adiamento do pagamento. É a forma que o inquilino encontrou de mostrar que sabe que tem essa dívida, mas, neste momento não está conseguindo arcar com ela.

Além disso, quando o inquilino não consegue pagar o aluguel, muitos pedidos de despejo têm sido negados pela justiça. No final de maio, inclusive, foi aprovada uma medida que proíbe o despejo do locatário durante a pandemia. A medida protege as pessoas de ficarem sem um local para morar e incentiva a negociação da dívida com o proprietário do imóvel.

É necessário entender o lado do locatário. Ele também tem outras contas a pagar e precisa continuar mantendo sua família. Assim, o recomendado é renegociar e ter um papel comprovando que essa dívida será solucionada em outro momento ou que foi permitida a redução no valor pago mensalmente.

 

Reflexos da crise

O preço do metro quadrado já tem caído em algumas cidades brasileiras. Estes são os primeiros reflexos da crise. Isso pode ser observado também no aluguel e os inquilinos estão correndo atrás e seus direitos.

Apesar disso, o momento não é bom para a compra de casas e apartamentos. Como o cenário é instável, mesmo quem já juntou um bom dinheiro não se sente seguro em se desfazer de suas reservas em meio a crise. Assim, não há boas oportunidades para compra e venda.

Sem contar a questão de que nem todas as pessoas estão com seus empregos garantidos. Algumas foram demitidas logo que o fechamento do comércio foi decretado e outras estão recebendo metade de seus salários, já que seus empregadores optaram por meio turno de trabalho.

Isso significa que as pessoas estão com menos dinheiro. Mesmo quem tem algo guardado não vê sentido em investir, mesmo que seja no aluguem de uma casa ou apartamento. A insegurança com o amanhã faz com que prefiram esperar mais tempo para então considerar novamente a ideia de alugar.

 

imóveis

 

Por que o aluguel também sentiu uma queda

Geralmente, quando o cenário não está atraente para a compra de imóveis, é natural observar um aumento na busca pelo aluguel. No entanto, a crise do coronavírus não segue esta regra. Muito pelo contrário, a queda de interessados em alugar casas ou apartamentos residenciais já tem sido notada.

Mas… Por que isso acontece? A resposta é até bastante simples.

Com a suspensão das aulas das faculdades, não há tantos estudantes morando fora de sua cidade natal. Alguns até preferiram encerrar o contrato de aluguel e voltar a negociar apenas quando houver uma previsão de melhora e da volta às aulas.

Além disso, jovens que pensavam em deixar a casa dos pais ou em se casar também adiaram seus planos. Investir em uma casa, mesmo que alugada se tornou algo não tão interessante.

No meio dessas duas situações, existem também aqueles que já vivem de aluguel e planejavam se mudar. Uma casa maior, por exemplo. Por mais que seja necessário se adaptar ao menor espaço na residência, essas pessoas têm preferido manter os imóveis que já alugaram.

 

O que fazer para atrair inquilinos

Apesar da queda na busca por imóveis residenciais, quem ainda tem uma casa ou apartamento para alugar precisa continuar arcando com os custos daquele imóvel: IPTU, água, luz e manutenção são alguns exemplos.

Não ter um locatário se torna sinônimo de prejuízo, então é preciso pensar em estratégias para atrair inquilinos. Temos duas dicas que podem ser muito úteis, especialmente se você está com um imóvel vazio:

Diminuir o valor do aluguel

Reduzir o valor cobrado no aluguel é algo inevitável. Mesmo quem ainda mantém seus inquilinos está precisando fazer isso. Se você está com um imóvel vazio, vale a pena considerar esta ideia.

Muitas vezes, oferecer uma casa ou apartamento com melhores condições (mais espaço, boa localização) e um preço mais atraente pode convencer pessoas que estão pagamento o mesmo valor em algo inferior a se mudarem.

Foco no inquilino

O momento é do inquilino. É ele quem “dá as cartas”. Assim, mantenha seu foco nele e escute sugestões e críticas. O ideal é estar disposto a ceder para conseguir conquistá-lo, assim como pensar em oferecer algo a mais para chamar sua atenção.

 

O cenário vivido pelo mercado imobiliário pede cautela. Não é um bom momento para comprar imóveis, especialmente se a intenção é investir no ganho através do aluguel. A tendência é que as pessoas esperem sinais de melhora antes de voltar a procurar pro casas e apartamentos.

Assim, quem já tem um inquilino precisa entender que o momento pede negociação e paciência com os locatários. Seja baixando o valor do aluguel, para que aquela pessoa se mantenha ali ou oferecendo algum benefício que compense o preço mais alto.

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