INB usa nova tecnologia para tratar drenagem em mina de Caldas (MG)

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INB usa nova tecnologia para tratar drenagem em mina de Caldas (MG)

INB usa nova tecnologia para tratar drenagem em mina de Caldas (MG)
agosto 13
20:08 2015

A Unidade de Tratamento de Minérios (UTM), em Caldas/MG), da Indústria Nuclear do Brasil (INB), no sul do estado, está utilizando sistema à base de Ozônio (O3), um gás instável à temperatura ambiente e também um oxidante extremamente forte, para tratar a água de afluentes das áreas mineradas, que apresentam elevada concentração de metais.

A drenagem ácida de mina (DAM) é um dos maiores problemas da mineração. Os efluentes dessa áreas apresentam elevada concentração de metais, que precisam ser tratados em parâmetros aceitáveis, para atender a legislação, antes do lançamento em cursos de água.

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Eqjuipamentos usados na mina em Caldas

O Ozônio, convertido em O2, pode ser utilizado para oxidar metais dissolvidos na água. A reação produz óxidos metálicos insolúveis que precipitam, garantindo assim a remoção de alguns metais dissolvidos na água.

Na UTM, o manganês é o principal metal a ser removido, através do tratamento com ozônio. Com essa tecnologia, se tem a redução do consumo de cal, de energia elétrica e não há geração de resíduos sólidos. Também, o efluente é tratado conforme os parâmetros estabelecidos pelas resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA).

O engenheiro químico, Maurício de Almeida Ribeiro, coordenador do projeto na INB Caldas, avalia que os resultados obtidos, até o momento, são promissores. “A expectativa é tratar toda a drenagem ácida de mina da unidade”, informa.

Congresso

O projeto científico e seus resultados será apresentado no XXVI Encontro Nacional de Tratamento de Minérios e Metalurgia Extrativa, marcado para acontecer em outubro de 2015, em Poços de Caldas.

Custo

Na mina de Caldas, o tratamento convencional da drenagem ácida é responsável por um consumo elevado de cal e energia elétrica. O elevado custo do tratamento é em razão da presença de contaminantes no efluente e o manganês é o mais complexo de tratar, sendo preciso elevar o pH do meio, adicionando grandes quantidades de cal para que este metal se precipite.

Essa técnica, no entanto, não é sustentável para tratamento de grandes vazões. O inconveniente deste processo é a geração excessiva de resíduos sólidos.

Diante desse problema, técnicos da UTM buscaram novas formas para tratar a DAM. A INB contratou, antão, a BrasilOzonio para realizar testes utilizando o ozônio como agente oxidante no tratamento dessas águas.

Os testes de bancada tiveram sucesso e a empresa BrasilOzonio buscou parceiros para desenvolver tecnologias de tratamento de metais presentes em recursos hídricos e tratamento dos solos.

Cooperação

Em janeiro de 2013, foi assinado contrato de Cooperação Técnico-Científica entre BrasilOzonio, Fundação Educacional de Criciúma (UNESC), INB e Fundação Parque de Alta Tecnologia da Região de Iperó e Adjacências (Fundação Pátria). Neste projeto participa também o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN).

O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é o agente financiador do projeto. Os estudos concentram-se em duas áreas de atuação: mitigar os efeitos da DAM na água (subprojeto Água) e minimizar a geração de DAM nas pilhas de bota-foras (subprojeto Pilhas).

Piloto 

Atualmente existem duas tecnologias em escala piloto em operação na UTM: Ozonia North America, com capacidade para tratar cerca de 25m³ de DAM/hora, provenientes dos bota-foras e BrasilOzonio, com capacidade instalada de aproximadamente 15m³ de DAM/hora, provenientes da barragem de rejeitos.

 

 

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