Santa Casa trabalha a partir de maio com 14% dos colaboradores a menos

Santa Casa trabalha a partir de maio com 14% dos colaboradores a menos

Santa Casa trabalha a partir de maio com 14% dos colaboradores a menos
abril 29
16:40 2020

O novo diretor superintendente da Santa Casa de Poços de Caldas, Ricardo Sá, emitiu comunicado nesta quarta-feira, dia 29, em que anuncia para o início de maio o corte de de 14% do contingente de colaboradores do hospital. Sá justifica as demissões alegando que desde que assumiu o cargo, há 45 dias, vem analisando “junto com outros diretores, no entendimento quantitativo de colaboradores e na realidade financeira desta Santa Casa”. E que “alguns fenômenos” o levaram e à diretoria a “atuar de maneira muito contundente para salva essa instituição”.

Sá avalia que o contingenciamento de pessoal é apenas uma das medidas a serem adotadas, diante da realidade financeira do hospital. Segundo ele, “a Santa Casa tem um resultado financeiro muito abaixo do necessário para que ela possa se sustentar”, e que há meses o hospital tem fechado as contas no vermelho.

Na avaliação do novo diretor superintendente, o número de servidores na instituição ultrapassava em muito as necessidades para o serviço que vinha prestando à população. E que “a realidade financeira da Santa Casa não suporta o tamanho da folha de pagamento que essa instituição carrega”.

A nota segue informando que diante da gravidade da situação foi necessário “tomar algumas ações em relação a redução de custos, trazendo para uma realidade do contingenciamento necessário que essa casa consiga gerar os seus serviços”, já que a folha de pagamento respondia por 75% das despesas do hospital. Segundo ele, isto é “inadmissível, já que nenhuma empresa no mundo consegue se sustentar dessa forma”.

Quanto ao futuro da Santa Casa, a partir dessas demissões, Ricardo Sá garante que o pessoal remanescente é capaz de dar conta do trabalho assistencial que é realizado pelo hospital. Diz ainda que o processo de enxugamento das despesas irão prosseguir, levando em conta aspectos como a compra de materiais, aquisição de medicamentos, insumos, renegociações com fornecedores, etc. “Essas despesas estão sendo todas reavaliadas e reconduzidas para que a gente possa minimizar o impacto financeiro dentro do que é a realidade de faturamento desta Santa Casa, já que, se continuasse da forma que estava, a instituição indubitavelmente iria fechar suas portas’, explica.

“Em uma segunda etapa, estamos fazendo um trabalho interno de como podemos otimizar o financeiro da empresa, um processo que é mais demorado, de médio a longo prazo. Esperamos que daqui um ano e meio a gente consiga ter na Santa Casa uma configuração de faturamento que, junto com a redução de despesas, vai trazer equilíbrio e saúde financeira, para que a instituição possa continuar a prestar o serviço de excelência que sempre prestou para Poços de Caldas e região, conclui o superintendente .

 

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